São três da manhã. Um homem chega à emergência com dor no peito, faz exames, um eletrocardiograma, recebe medicação. Piora, e precisa ser transferido às pressas para um hospital de maior complexidade. A ambulância corre. Com ele vai uma guia de transferência preenchida à mão, um resumo apressado do que aconteceu. Os exames, as imagens e os resultados completos ficam para trás, no sistema da unidade de origem.
Do outro lado, o médico recebe um paciente grave e um papel manuscrito. Não tem acesso ao eletro que já foi feito, ao resultado do sangue, à dose exata que já foi aplicada. Na dúvida, refaz. Repete exame, repete espera, enquanto o relógio corre contra a vida daquele homem.
Isso se repete todos os dias, no Paraná inteiro. Não por falta de tecnologia, nem de dinheiro. O prontuário eletrônico com toda a informação existe, ele só não atravessa de um hospital para o outro.
Este projeto faz o prontuário viajar junto com o paciente.